Muitas pessoas sabem que a cor mais escura da urina pode indicar como estão os níveis de hidratação do corpo. No entanto, pouco se fala sobre outra característica frequentemente negligenciada: o cheiro.
Um odor forte na urina pode ser um sinal de alerta para uma doença silenciosa, que pode ter sérias consequências se não for diagnosticada. Claro, não estamos nos referindo a cheiros ocasionais provocados por certos alimentos, como aspargos, que podem alterar o odor da urina de forma temporária.
A Cetoacidose Diabética é uma complicação metabólica aguda do diabetes que pode ser fatal se não tratada a tempo, e um dos seus primeiros sinais pode ser um cheiro diferente na urina.
Essa condição geralmente ocorre em pessoas que desconhecem que têm diabetes ou que não fazem o tratamento correto. A Cetoacidose Diabética acontece quando há um aumento excessivo dos níveis de açúcar no sangue, o que pode resultar em um odor forte na urina.
Além disso, o cheiro forte também pode ser causado pelo acúmulo de corpos cetônicos, substâncias produzidas quando o corpo queima gordura para obter energia em vez de usar glicose. Isso indica que o corpo está com deficiência de insulina, o hormônio necessário para levar a glicose do sangue para as células.
No caso de pacientes com diabetes tipo 2, a Cetoacidose Diabética é ainda mais grave e geralmente ocorre em situações de extrema gravidade, como no início de uma infecção generalizada, conhecida como sepse.
As principais causas da Cetoacidose Diabética incluem o desconhecimento da condição diabética, o que impede o tratamento adequado; a administração de doses insuficientes de insulina; e o aumento da demanda de energia do corpo, muitas vezes provocado por infecções ou outras doenças.
Sintomas da Cetoacidose Diabética
Em estágios mais avançados, o paciente pode apresentar confusão mental devido ao acúmulo de açúcar em vários órgãos, incluindo o cérebro.
Tratamento
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), cerca de 50% dos pacientes com diabetes desconhecem que possuem a doença, o que os coloca em risco de desenvolver complicações graves, como a Cetoacidose Diabética, sem que percebam.
Mas, o que é o diabetes?
Quando o organismo não consegue usar a glicose adequadamente, os níveis de açúcar no sangue aumentam, o que pode causar diversas complicações, como cegueira e amputações, devido ao acúmulo de glicose.
O diabetes tipo 2 ocorre quando a produção de insulina no pâncreas diminui e órgãos como o fígado e os músculos desenvolvem resistência ao hormônio, impedindo que a glicose seja transportada para as células. Isso resulta em níveis elevados de glicose no sangue.
Já o diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, na qual o pâncreas praticamente deixa de produzir insulina. A principal diferença entre os dois tipos de diabetes está em suas causas.
Enquanto o diabetes tipo 1 é provocado pelo próprio sistema imunológico, que ataca as células produtoras de insulina, o tipo 2 é causado por fatores como alimentação inadequada, predisposição genética, obesidade e sedentarismo, que levam à resistência à insulina e à diminuição de sua produção.
Recomendações para pacientes que já tratam o diabetes
Se o paciente estiver doente e apresentar febre, e as últimas duas medições de glicemia forem superiores a 250 mg/dL, além de um resultado positivo no teste de cetonúria (que os pacientes diabéticos são orientados a realizar em casa), é essencial procurar imediatamente o serviço de emergência médica. Fonte: https://www.jornalciencia.com/





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