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Gengiva Sangrando - O Que Significa e Como Tratar?


"A associação entre o sangramento gengival e diversas doenças sistêmicas são preocupações que vão além dos riscos a perdas de dentes por doen ças na gengivas"

 

Conheça as causas e descubra como tratar esse problema comum e perigoso.

 

Gengiva sangrando, uma situação comum que pode ser sinal para complicações maiores. 

 

A situação é comum, mas os problemas e riscos à saúde oral e de todo o corpo podem ser sérios. É a gengiva que aparece sangrando durante ou após a escovação dos dentes, ao ingerir alimentos mais consistentes como maças ou pães. Ou, ainda mais preocupante, as pequenas hemorragias gengivais que ocorrem sozinhas. Mas algo aparentemente inocente é mais preocupante do que se pode imaginar – e pode exigir tratamento específico conforme a causa.

 

A causa mais comum do sangramento gengival é a infecção causada pelo acúmulo de placa bacteriana. A situação, originada pela higiene oral deficiente, tem tratamentos simples e eficientes, sem riscos ou sequelas aos dentes – é a chamada gengivite. Mas as complicações começam quando o sangramento nas gengivas vêm de regiões mais profundas – é a periodontite, infecção com perdas ósseas que, quase sempre, são irreversíveis e com riscos elevados para a retração gengival ou perdas dentárias. Um problema sério que pode necessitar até mesmo de cirurgia com uso de enxertos de gengiva e osso. Veja na imagem o
acúmulo excessivo de placa bacteriana após algumas semanas sem higienização.

 
Retração gengival e sangramento, os primeiros problema

 

Uma das complicações associadas ao sangramento gengival é a retração permanente da gengivas. E não é difícil de entender como isso acontece. A hemorragia casual e que acontece ao longo de meses ou anos, quase sempre causada pelo acúmulo de placa bacteriana junto às gengivas, pode ser sinal de processos inflamatórios que já acometem o periodonto, o conjunto de estruturas formado pelo osso, ligamentos e tecidos que sustentam as raízes e, principalmente, mantém as gengivas em suas posições ideais. Quando o periodonto é atingido, a recessão gengival e exposição das raízes quase sempre aparece. Um problemão.

 

Nem todo gengiva que sangra, entretanto, é sinal de retração gengival à vista. Primeiro, porque a hemorragia pode acontecer sem a perda do osso de suporte das raízes – como é o caso da gengivite. E, segundo, porque existem situações em que as gengivas não retraem imediatamente após a reabsorção do osso ao redor das raízes. Só que, nesta última condição, quando as retrações aparecem, visualizam-se grandes áreas de raíz dentária exposta, em curto período de tempo. Um susto grande e motivo para perda do osso em muitos pacientes – e que pode até mesmo a induzir a diagnóstico errados, e tratamentos inadequados. Veja na imagem a retração gengival apresenta-se com placa bacteriana acumulada – o sangramento ocorre durante o exame simples da condição.
 

Riscos para perdas dentárias, um alerta que pode não estar sendo percebido.

 

A segunda maior causa para perdas dentárias é a periodontite, uma inflamação profunda na gengiva causada por bactérias presentes na placa e tártaro aderidos às raízes. A velocidade de progressão desta doença depende de vários fatores, como a posição dos dentes nas arcadas, qualidade de higienização dos dentes ou fatores adjuvantes como diabetes e consumo de álcool. Mas o que precisa ser bem entendido é que os riscos para perdas dentárias podem ser elevados mesmo para situações simples como o sangramento espontâneo em dentes sem retrações gengivais. E como isso acontece?

 

Em muitos indivíduos, a mobilidade dos dentes, assim como a retração gengival, pode custar a aparecer mesmo que a periodontite já esteja instalada há muitos anos. Nestes indivíduos, apenas o sangramento gengival, provocado ou espontâneo, está presente. Com o passar dos anos, entretanto, a perda óssea ao redor das raízes é tão intensa que o osso remanescente já nem mesmo suporta a pressão exercida sobre os dentes durante a mastigação. E o resultado disso são inúmeros dentes perdidos. Por isso é tão importante a consulta com o dentista para o tratamento da gengiva sangrando de forma espontânea, ou provocada.

 

O tratamento do sangramento gengival conforme causas e doenças associadas.

 

As doenças gengivais podem ser divididas, para facilitar a compreensão, em 3 tipos. O primeiro, e mais comum, é a infecção causada pelo acúmulo de placa bacteriana e tártaro nas raízes dentárias (gengivite e periodontite). No segundo tipo, a placa bacteriana continua sendo a causa para a infecção, porém fatores sistêmicos atuam para aumentar a velocidade e severidade da doença, como a diabetes, HIV e leucemia. E um terceiro tipo compreende as doenças que se manifestam nas gengivas provocando sangramento e outras complicações e não precisam de placa bacteriana para agir, como é o caso do herpes zoster vírus.

 

• Doenças gengivais crônicas causadas pela placa bacteriana (gengivite e periodontite)

 

O tratamento da gengivite e periodontite, doenças gengivais crônicas causadas pelas bactérias presentes na placa e tártato, é essencialmente igual. A pequena diferença, técnica, diz respeito aos instrumentais utilizadas no tratamento da periodontite que, por ser mais profunda e de difícil acesso, pode necessitar de cirurgias  para tratamentos mais efetivos.

 

O tratamento consiste na remoção da placa bacteriana e tártaro aderidos às superfícies dos dentes com instrumentais específicos para raspagens e polimentos. Instruções de higiene e controle periódico da capacidade do paciente para remover a placa bacteriana fazem parte do procedimento. Cirurgias gengivais e administração de antibióticos ou  agentes químicos são frequentementes utilizados. O controle e sucesso do tratamento se dá pela ausência do sangramento gengival, mesmo durante a escovação e uso mais intenso do fio dental.

 

• Doenças gengivais causas pela placa bacteriana e agravadas por doenças sistêmicas.(HIV, alterações hormonais, medicações, estresse)

 

A severidade e velocidade de progressão das doenças gengivais causadas por bactérias presentes na placa e tártaro podem ser intensamente alteradas por diversas doenças, como a diabete, infecção pelo HIV e leucemia. Alterações hormonais encontradas na gravidez e menopausa também atuam de forma semelhante. E o estresse psicológico entra como principal modificador para as gengivites necrosantes, um tipo de doença gengival cujas perdas ósseas e recessões gengivais podem aparecer até mesmo em semanas – e ainda pior, não são tão raras assim.

 

O tratamento do sangramento gengival, assim como todo o processo inflamatório  – gengivas avermelhadas, inchadas e hiperplásicas – necessita de abordagens rápidas para remoção da placa e tártaro e uso intenso de antibióticos e agentes químicos controladores. A cirurgia plástica gengival corretiva pode ser necessária para correções pós-tratamento devido ao crescimento mais intenso da gengiva. As consultas, dependendo da severidade, podem ser até mesmo diárias, até que a remissão dos sinais e sintomas sejam eliminados – procedimentos mais complexos do que o simples tratamento do sangramento gengival.

 

• Doenças sistêmicas com manifestações gengivais com ou sem placa bacteriana. (herpes zóster, leucemia, liquen plano).

 

Algumas doenças manifestam-se sobre a gengiva e mucosas da cavidade oral independente do acúmulo de bactérias, seja na forma de placa ou tártaro. Os sinais clínicos são variáveis, indo desde o sangramento gengival, áreas avermelhadas ou esbranquiçadas até o crescimento tumoral. Embora menos comuns, são diversos tipos de entidades patológicas acometendo as gengivas, como infecções por fungos, desordens no sistema metabólico ou metástases tumorais. O tratamento para essas doenças são específicos e exigem multidisciplinaridade para o sucesso dos procedimentos.

 

• Doenças gengivais necrosantes (estresse, HIV)

 

As formas mais graves de doenças periodontais inflamatórias provocadas pela placa bacteriana estão neste grupo. São a GUNA ou PUNA, doenças necrosantes cujosos sinais clínicos da inflamação apresentam-se na forma aguda, ou seja, intensificadas em severidade e velocidade de progressão. Febre e mal estar, dor e aumento de volume dos nódulos linfáticos, mal hálito e destruição quase instantânea das papilas gengivais são as características mais importantes da doença. Gengivas sangrando são condições sempre presentes. Higiene oral deficiente, HIV e estresse psicológico são condições comuns para o problema. 

 

Estudantes em período de provas, casais em litígio e militares são exemplos de indivíduos aptos a desenvolver doenças gengivais necrosantes. O tratamento do sangramento gengival, condições inflamatórias e destruição das papilas gengivais envolve o uso de antibióticos, raspagens da placa bacteriana e tártaro e controlo químico bacteriano. Perdas ósseas deveras, um problema frequente, podem trazer sequelas permanentes –  e que podem necessitar decirurgias reconstrutivas.

 

• Doença periodontal agressiva

 

Uma forma rara e agressiva de doença inflamatória manifesta-se de forma precoce, e em indivíduos de uma mesma família. Mais comum em pacientes abaixo dos 20 anos e superior aos 60, a doença também afeta adultos. Nestes indivíduos, além do sangramento das gengivas intenso e espontâneo, a perda óssea e formação de extensas áreas com gengivas retraídas (raízes expostas) aparecem de forma rápida e surpreendente. As perdas dentárias também são comuns, principalmente quando o tratamento se dá tardiamente.

 

O tratamento da periodontite agressiva é semelhante à versão crônica da doença, porém com uso intenso de antibióticos e controles químicos da infecção. A higiene oral deficiente é uma condição essencial para o aparecimento do problema, porém os efeitos inflamatórios e  aos ossos que circundam as raízes são mais intensos e rápidos – provavelmente a doença gengival mais assustadora e debilitadora. É por isso que o tratamento da gengiva sangrando é importantíssimo para pacientes jovens. Veja na imagem a doença gengival necrosante associada ao acúmulo de placa bacteriana e estresse pscicológico. 
 

A infecção gengival como causa ou agravamento de doenças sistêmicas.

 

São cada vez mais evidentes a associação entre diversos tipos de doenças sistêmicas causadas ou agravadas pelas bactérias presentes nas doenças gengivais associadas ao acúmulo de placa bacteriana. E, para estes casos, o tratamento do sangramento gengival pode ser fundamental para a prevenção ou agravamento dessas doenças. Um exemplo bem conhecido, e motivo para muitas pesquisas sobre o assunto, é a associação entre doença gengival, partos pré-maturos e eclâmpsia, cujos cuidados pré-parto preconizam o controle e prevenção periódico das infecções gengivais. Veja as associações entre sangramento da gengiva e outras doenças, e a importância do tratamento periodontal nesses grupos de indivíduos:

 

✓ doenças cardiovasculares;

 

✓ desfechos adversos da gravidez (peso, parto prematuro, pré-eclampsia);

 

✓ complicações diabéticas;

 

✓ infecções respiratórias;

 

✓ risco para quadros depressivos (diminuição na produção de serotonina).

  

Sáude e prenvenção das doenças gengivais.

 

Não há duvidas da importância da prevenção para diminuição dos riscos para a recessão gengival e perdas dentárias – muito além do quase inocente, e frequente, sangramento gengival. E para evitar contratempos e tratamentos dispendiosos, adotar algumas medidas simples podem ser eficazes para evitar diversos tipos de infecções nas gengivas associadas ao acúmulo de placa bacteriana. Agora, é só decorar alumas delas e colocá-las em pratica. E a consulta periódica ao dentista também é importante para exame mais completos e instruções de higiene oral mais precisas. Abaixo, algumas dicas para a manutenção da saúde das gengivas:

 

✓ consulte o seu dentista para verificar quais dispositivos de limpeza devem ser utilizados;

 

✓ examine dentes e gengivas após a escovação para verificar a presença de placa bacteriana e sangramento gengival que podem passar despercebidos;

 

✓ cuidado ao exercer muita pressão das cerdas das escovas contra dentes e gengivas – isso é motivo frequente para retrações gengivais;

 

✓ o uso do fio-dental pode não mais ser efetivo para a remoção da placa bacteriana em pacientes com retrações gengivais, mesmo em estágio inicial – nestes casos, instrumentos especificos para higienização oral precisam ser uilizados;

 

✓ a higienização oral antes de dormir é sempre a mais importante do dia – e precisa ser completa e eficiente;

 

✓ a frequência da higienização dos dentes, assim como a técnica de escovação, são determinados pelos dentistas – e precisam ser seguidos;

 

✓ pacientes fumantes e diabéticos necessitam de controles mais rigorosos da saúde das gengivas;

 

✓ cuidado com os efeitos sobre as gengivas do estresse aliado à higiene oral deficiente. Fonte: http://luisgustavoleite.com.br

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